terça-feira, 15 de maio de 2012

A volta de quem não foi

Quase um mês de abstinência bloguística. Por conta de uma tendinite no braço direito, que me impediu de digitar por um tempo, quase um mês sem postar nada. Tão lembrados do post em que eu disse ter espírito de pobre, por não gostar de champanhe, ar condicionado, etc? Essa tendinite foi fruto de uma partida de squash ( primeira e única), que joguei a convite de amigos. Caraca! Jogava taco na rua até anoitecer quando era pequeno e nem sinal de dor nos braços. Ok, acontece que eu não era tiozão ainda...rs. Mas vejam a sutileza: jogar taco na rua = pobre / jogar squash = rico. O resto da história todo mundo já sabe. Agora me deu um tal de encravar a unha também. Ainda bem que não digito com os pés, como na propaganda da Skol.
Pena mesmo foi ter perdido tanto assunto nesses dias de distância desse espaço. Teve o lance das fotos da Carolinha "Short Dick Man", a galinhada do Atalla na Virada Cultural e hoje teve o sobrado do Cordão do Bola Preta.
Esse lance de tirar foto pelada irritou a moça das novelas porque não virou um troco pra ela. Se ela tivesse feito Playboy tava tudo certo , o que prova que - "pagando bem, que mal tem"? - Era capaz dela mesma por as fotos no Google. Outra novela.
A galinhada do Alex Atalla também deu o que falar. Será que eles sinceramente acharam que 500 galinhadas iam alimentar o povo que tava na Virada? Má organização do evento, o cara foi vaiado, teve que sair correndo de cima do Minhocão, nem gozou. A festa, claro.
E o lance do desabamento no RJ hoje foi feio. O sobrado era do bloco Cordão do Bola Preta. Graças a Deus, não teve vítimas fatais. Mas com um prédio caindo em cima de alguém não é só o cordão e a bola que ficam pretos!!! Hahahahahaha. Quando disseram que o bloco tinha problemas, ninguém pensou que era na construção. Aliás tem muita coisa coisa subindo e descendo no Rio de Janeiro: é tampa de bueiro que sobe, prédio que desce, é polícia que sobe o morro, funkeira que desce até o chão, preço de imóvel que sobe, o nível das letras do Catra e da Valeska que desce...um pra compensar o outro. E pra descompensar o antiinflamatório, cerveja já é o suficiente. Não tirarei fotos pelado, nem vou querer galinhada e ficarei esperto com as marquises, se for ao centro do RJ. Mas cerveja eu quero! Porque eu perguntei pra uma amiga minha como andava o mundo e ela respondeu: - TÁ DURO, MUSSUM!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Balada-saga

Quando eu peço uma cerveja, a última coisa que eu quero é que ela venha quente. A marca eu nem pus em pauta porque eu já escolho antes. É a mesma coisa quando eu saio, ora bolas. Escolhido o lugar, vamos pra lá. Mas ninguém sai pra sofrer. Já pensou em alguém te ligando: Bora sofrer na balada? Oh fulano, vamos pagar uma penitência naquele barzinho da semana passada? Ninguém merece se estressar no sábado à noite. E tudo pode começar na hora em que você se programa pra sair. Pode ser com dias de antecedência. Seguem os casos mais recentes. Aniversário da minha digníssima, ela manda e mail perguntando sobre lista e reserva pra um pub. Eu mandei pra outro bar, perguntando sobre a chance de fazermos lá a bebemoração. Vou falar da minha experiência que foi mais curta e grossa. E põe grossa nisso. Perguntei sobre lista, vip pra aniversariante, etc. Os caras responderam rápido mas foram rápidos e certeiros. Parecia um tiro de tão direto e explosivo. "Não temos lista e nem vip para esse dia. Entrada 50 reais". Só faltou dizerem pra eu ficar de boa que senão o bicho ia pegar pro meu lado, tá ligado?! Eu tava querendo levar uma galera pra lá e fui esculachado. Ninguém marca balada pra ser esculachado não...rs. Eu saio na noite mas sou limpinho. Hahahahaha. Tentei reclamar "inbox no FB" sobre a resposta mal humorada com o dono da casa e ele não respondeu. Acho que ele pensou que eu queria ser amigo dele no Facebook. Vai ver estava influenciado por uma questão que eu mesmo postei na rede social. Aquilo virou um muro das lamentações. Todo mundo tem uma lição de moral pra dar, uma verdade pra estabelecer. Pior que o meu blog! Acho que é porque aqui só um se lamenta. Vou sugerir pro Zuckerberg uma mudança de nome do Face pra Assbook. Aquilo anda um c* mesmo! 
Como desisti de marcar a bebelança na tal casa, ficamos na espera da resposta sobre o e mail que a aniversariante tinha mandado. Dois dias pra vir a resposta. E o tempo passando, você já não sabe se vai dar tempo de mudar os planos. Eis que chega a resposta. Os caras queriam o nome de todos da lista, em ordem alfabética, nome e sobrenome, telefone, RG, CPF, número do Pis/Pasep, tipo sanguíneo, hobby, profissão, gosto musical, cor dos olhos e altura. Em duas vias carbonadas, carimbadas, conferidas, protocoladas, encaretadas, de paletó e gravata. Peraí, caraca, estávamos procurando um lugar pra nos divertirmos e não mais trabalho. Se eu quisesse fazer relatórios, trazia trampo pra casa. Se eu quisesse organizar todas as informações que eles pediram, ia trabalhar no IBGE. E do Mato Grosso pra cima, porque fazer censo em metrópole deve ser mais fácil que fazer a tal da lista. A balada ainda vai rolar. Sexta feira tem mais matéria pro blog, certeza. Porque vai ter aquele tipo de papagaiada que você nunca lembra pra informar pros convidados. Se chegar até as 22h paga tanto, se sair depois de não sei que horas também paga, se for de preto e o Sarney tiver morrido ganha desconto, se chover e você chegar ensopado paga dobrado e se você não comparecer, o teu boleto com cobrança de entrada chega pelo correio. Só entram digrátis o aniversariante e quem arrematou a gravata de brilhantes do leilão do Clodovil. Mas tem que ir com ela. 
Estacionamento é outra novela. Comemora-se o fato de achar um que cobre 20 reais. O tal do vallet, aquele que deixa o teu carro na rua, é a manobra mais cara do mundo. Acho que nem aqueles caras que aparecem fazendo acrobacia no Esporte Espetacular cobram tão caro pra fazer umas manobras. Os caras cobram uma bala pra chupar todas as que você tem no carro. Hahahahaha.  E tem a chapelaria, que é o lugar de "tomar chapéu",  não só de guardar bolsas. Paga-se pra por as coisas numa estantezinha. A gente paga pra guardar coisas que poderíamos ter deixado no carro e muitas vezes não deixamos por causa do receio do manobrista mexer e por estarmos cervejados na volta, não percebermos. Diz que tem gente levando até o estepe pra dentro da balada...rs. Pra beber, afinal ninguém é de ferro ( porque se fosse a gente enferrujava a goela de tanto líquido), cerveja "long néti", como dizem uns e outros, a 8 paus. Uma fila desgramada no bar. Eita sede, eita bolso cheio! Mas você pode começar a beber na fila ( aquela gigante em que ficam te segurando e quando você entra, ainda não tem ninguém no bar) que é mais barato. 6 reais a lata. Você calibra ali fora, achando que lá dentro é só fazer a manutenção. Ledo engano, meus queridos. O lugar vai bombar depois e o calor vai te dar mais sede. Não que a gente beba desenfreadamente mas o calor, ah, o calor...Eita sede, eita bolso vazio! 
E na hora de pagar? Aquelas meninas bacanas, todas bem humoradas, passando o teu cartão com má vontade e mascando um chicletinho. Outra demora. Creio cada vez mais que a gente não paga a conta, paga pra sair logo dali. E enquanto tudo isso rola, o Sarney ainda tá aí, vivo, pessoal! - como diria o Macaco Simão. 
Bêbado, você ainda vai conferir os cd's, o estepe e a quilometragem. Reza pra não ser parado na blitz da Lei Seca, toma um Engov e vai embora. E pensar que depois de tudo isso, nem esperamos outro aniversário pra fazer tudo de novo. Voltamos por livre e espontânea vontade, já na outra semana. 
E tudo isso porque puseram  na nossa cabeça que nunca fizemos amigos bebendo leite. A gente não acredita. Mas que é verdade é.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Quinta-feira 12, ..., Sábado 14

É pegar no copo e estar sozinho, por via das dúvidas,  o cara brinda na garrafa. Vai que...Vai quê nada. Azar mesmo é beber sozinho. Mas às vezes rola. Sinais dos tempos modernos. É o amigo que tem um imprevisto, é a namorada que atrasa 15 minutos e a sede fala mais alto, é o trânsito que te estressou e você para pra tomar uma antes de chegar em casa. Acontece. Azar mesmo seria ficar os tais sete anos sem transar por esquecer do brinde. Por via das dúvidas, o povo brinda com a garrafa. Mas acho tudo balela. Hoje em dia tem adolescente que não fica até os 14 sem transar, porque é que alguém passaria sete anos na seca? Acho difícil. Mais dífícil que desfazer a mística do dia de hoje, aquela que não falo nem o nome. Aquela em que o povo acha que vai ser atacado pelo Jason, aquele dia em que o povo acha que vai dar uma zica filha da mãe no trampo ou  vai perder o voo pra Bahia, saindo de férias. Não, meus caros, nada disso vai acontecer. E se for pra acontecer, pode ser na terça-feira 8 ou no domingo 22. Mas se eu me recusar a dizer o nome, vai parecer que dou trela pra isso. E definitivamente não dou. SEXTA TREZE, SUA LINDA, COMO OUTRA SEXTA QUALQUER.  Começando o fim de semana e nada, nem superstição, pode atrapalhar quem tá na pilha de curtir os dias de descanso. O mais perto de azar que tive numa sexta 13 foi saber que ia trabalhar no sábado 14 e no domingo 15. Épocas de garçom mas nada demais. Azar daquela época era tomar calote dos 10% e nem precisava dia certo pra acontecer. Nada disso tem hora ou dia. Querem garantir, tirar a nhaca? Tomem uma. Tomem umazinha que seja, pra relaxar. Antes ou depois do fato ocorrido. Vai que aparece um gato preto ou você passa sem perceber embaixo de uma escada? "No big deal" mas toma uma. Vai que você chega em casa e só tem o Globo Reporter pra assistir? Isso sim é azar. Toma meia dúzia pra apagar de vez e só acordar no sábado. E se de repente, você tomou aquele bolo no encontro que tinha marcado, pede logo pro garçom descer a garrafa de vodca na tua mesa. Aí é azar demais e pra acabar de ferrar com tua sexta, indiferente de ser a 13, só falta você ser sorteado com a blitz da Lei Seca. Na dúvida, vá de táxi. Pare no American Bar mais próximo e afaste a chance daqueles sete anos sem sexo. Se você for mulher, vá pro Clube das Mulheres e torça pra ter mais opções do que o apresentador, porque aquele alemão tá muito tiozão!!! ( Ok, essa parte da opção feminina foi só pra parecer que não vivemos num mundo machista) O mais importante é estar sempre atento porque essas encrencas  vem do simples fato de a gente existir e viver, nada a ver com data. Coisas do dia-a-dia, não do dia certo. Aí uma dica, por exemplo, é ter cuidado com os lugares que se frequenta. A infecção intestinal com a comida estragada, a conta com valor a mais, a ressaca, o "juca" que chamaram no banheiro, a cerveja que vem sempre quente, o uísque cuja "la garantia soy yo", tudo isso está ligado ao fato do boteco ser péssimo. Boca-de-porco funciona todo dia. Nesses casos nem água benta nem aguardente te devolvem a sorte. A respeito disso sim, tome nota, cuidado e mais uma cerveja . E como o pano de fundo desse espaço é sempre o boteco, é num deles que estou encostando agora. Noite bacana em SP e sempre estamos a fim de mais uma dose. Apesar de não crer nessas coisas, falei de umas urucas aqui que o povo comenta e agora tô preocupado se tudo vai dar certo. Desejem-me sorte!!! Hahahahahaha.
- Bigode, me traz uma. E não precisa ter pressa, contanto que seja agora!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Ego sum ​​non pauper, sum popularis.

Pobre não, por favor. Porque muitos usam essa expressão pra por pra baixo, denegrir. Sou popular. E creio que não estou sozinho. Por esse motivo dedico ao Zenilton, porteiro do meu prédio, essas linhas que se seguem. Dedico também à dona Angélica, a tia da limpeza lá do prédio onde trabalho. A dedicatória se estende aos muitos que estão por aí, brindem eles com cachaça ou com Chandon.  Porque a essência do populacho está na atitude e nas manias mas não na correção das frases,  nem no conteúdo dos copos, muito menos na marca das roupas. Nos parecemos, eu e eles quase todos, no copinho americano que preferimos pra tomar a nossa gelada, no ovo colorido que encaramos no boteco, no - Chupa! - que mandamos pro torcedor adversário na hora do gol, na saideira 0800 que fazemos questão de pedir não importa o quanto já tenhamos bebido. Habitamos o meio da massa. O núcleo do meio do miolo do que há de mais simples. Vejam que não tô defendendo a farofa, of course, my horse, porque educação é fundamental. Popularizar o que era luxo não dá o direito da rapaziada gritar em peça de teatro, jogar a lata vazia de Nova Schin na areia da praia, parar o carro financiado no meio da rua pra bater papo com o cara pagando "cofrinho" debruçado na janela e trancando o trânsito. Eu e uns amigos falamos sobre isso no domingo mesmo, no almoço do Chuletão que antecedeu o Lollapalloza. Faço questão de dizer que os ingressos foram presente, assunto do post anterior. Mas falar de um show de 300 paus e de ser popular, talvez não caiba no mesmo texto. Tem gente que vai achar que falar de simplicidade é fácil quando se tem acesso a esse tipo de coisa. Repito: ser popular tá na atitude e nas manias. Nada a ver com bolso. Percebam que não tô dizendo que somos iguais. Somos parecidos. Aproveito que citei o show pra definir uma das diferenças entre esse "Zé Povo" que vos fala e os meus homenageados: o tipo de música que ouvimos. Tem o simplão que gosta de pagode, tem o que gosta de sertanejo, tem o que gosta de funk. Eu sou mais de ouvir o rock and roll mesmo. E falando em funk, voltamos ao assunto farofa: já perceberam que quanto mais alto o volume, mais baixa a qualidade do som? Que o digam os Uninhos rebaixados e os Monzas "tunados" do Butantã e acho que do Brasil inteiro. Oh praga esses cachos de abelha! Quando passa um carro desses batendo o grave dessas músicas ( embora não se possa garantir que funk é música), parece que tá rolando aquela cena de filme, do lado de fora da minha casa: tem uns dez caras,  comandados pelo Mr Catra, com uma tora de madeira e tentando derrubar a porta!!! Hahahahahahahahaha. Se for o proibidão então, parece minha vó falando, de tanto palavrão que tem. Mas tirando o que tá ruim, tá muito bom.
Posso listar aqui um monte de coisas que dizem ser a última moda, garantia de bem estar, sinal de luxo ou lampejos de ser chique. Nenhuma delas me agrada. Lá vai minha metralhadora! Abaixem-se e mudem um pouco a posição da tela do notebook pra conseguirem continuar lendo. Ok, tenho um note antigo, CCE e acabei de pagar não tem 3 meses...Vamos voltar. Passo mal com espumante, não gosto de câmbio automático, não gosto de tela touch screen, não gosto de gravata, detesto ar condicionado, não acostumo com direção hidráulica, não gosto da Hollister nem da Abercrombie (é assim que escreve?)... Tem também as tosqueiras que faço. Procuro moeda pra facilitar troco, tenho bilhete único da SPTrans, viro xampu de cabeça pra baixo pra usar o fim, como macarrão com feijão, pergunto se a ambulante faz duas por 5 a cerveja que custa 3...Ainda assim, com tudo o que dizem ser bom e eu não gosto, e com tudo o que muita gente condena mas eu faço, não me acho pobre. Sou do povo. E se você, meu caro amigo, que leu isso se identificou com algo do que eu escrevi aqui, você tá na massa comigo. Não na massa dos mal educados, dos farofeiros da ordem. Na turma dos que se divertem com qualquer paixão, seja ela barata ou cara. Porque "se lembre-se", como diz meu vizinho: não tá no bolso. Tá na nossa cabeça. No que nos faz bem. Assim é que tento agir. Não por status mas por prazer. Nem que seja o prazer de ser do contra. Fazer o quê? Ser popular inclui ter manias. E se você tá servido, venha, que hoje eu pedi uma cachaça mais  ba-caninha ( com o perdão do trocadilho) e ela vem com uns amendoins na tabuinha que segura o copinho. Pode parecer coisa de pobre mas a gente racha a cachaça, os amendoins e ainda pede um chorinho pro Bigode...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Saí para almoçar com o sogro e parei no Lollapalooza

Domingo de Páscoa, lá fui eu para a Zona Sul conhecer o Chuletão. Como quem já conhecia a área falava muito bem a respeito, era difícil que algo desse errado. E realmente não deu. Apesar do nome ser expressão que já caiu em "boca de Matilde", não se trata de nenhuma parte da anatomia humana, como já quiseram gozar uns e outros. O Chuletão é um restaurante que serve umas costelas de porco muito, muito campeãs. A casa, que é administrada por corinthianos, servia de muito bom grado, no meio da tarde, as costelas de Barcos, Valdivia e Daniel Carvalho, em homenagem aos gols do Guarani de Campinas contra o Guarani da Pompeia. Sogro, namorada do sogro, mãe do sogro, irmã do sogro, eu e minha doce companheira, todos degustando aquele almoço, sem coelho, só porco, sem chocolate, só Brahma Black, o que talvez fizesse dele ainda melhor.  Que coelho e chocolate que nada! Que me desculpem os fanáticos pelo lado capitalista da Páscoa mas bom mesmo, em qualquer dia, independente do feriado santo, é comer porco e tomar chope. E num segundo, entre costela e outra, bem no meio ali onde tem a carninha - manja? - torpedo no meu telefone. A mensagem que se seguia, dizia: /Tenho dois ingressos pro Lollapalooza. Não vou. Você, você, você, você, você quer?/ Matei o chope escuro e retornei dizendo: Onde é que eu pego a bagaça???
Atravessar da avenida Washington Luis até Alphaville nunca foi tão prazeroso, tão rápido, tão empolgante. Obrigado, Keli. Grande presente de Páscoa para mim e minha senhoura. Ingressos nas mãos por volta das 17h, tínhamos outro adversário. A chuva que caía em Barueri, Osasco e região nos deixou sem visão em plena Castello Branco. Toda a água do mundo mais o gelo que São Pedro usa em seus drinques ( não alcoólicos, diga-se de passagem) caíam sobre a região. Foi meio duro pra dar aquela passada em casa pra trocar de roupa e pegar a capa de chuva. A ansiedade pra chegar no Jockey era grande. A chuva deu uma trégua e a vontade de ver e ouvir Arctic Monkeys e Jane's Addiction parece ter nos teletransportado até lá. Não me lembro de ter caminhado do Butantã até o local do show, pela Lineu. Em dia de show traveco trabalha? Afastai de mim, São Ronaldo! Hahahahahaha. Muita gente chegando em cima da hora pra ver as principais bandas do dia. Exatamente como nós. Vimos muita gente bêbada, muita gente careta, muita gente empolgada, muita gente emburrada, muita gente com capa, muita gente ensopada, muita gente bonita, muita gente apenas embelezada pelo aditivo de cevada, como em todo show grande. O que não lembrava em nada os outros festivais era a estrutura para o público. Já passei por toda sorte em matéria de banheiro químico, inclusive quando eles são poucos, já passei fome, já perdi tempo de beber por ter que ficar em fila (essa última acho a pior de todas...rs). Dessa vez tudo era bem organizado, banheiros razoavelmente limpos mesmo por volta das 20h, muitos caixas, muitos bares, tótens dando a programação detalhada e muito espaço. O Jockey é muito grande. Prefiro andar feito um cavalo de um palco a outro a ficar enlatado em multidão, limitado pelo cabresto do pouco espaço.  O fato, bebês, já que ontem foi dia de rock, é que lá estávamos pra aproveitar o presentaço de última hora. 10 chopes Heineken de 400 ml, muitas idas ao banheiro porque nenhuma bexiga é de ferro, corpo a salvo da chuva que ia e voltava mas alma lavada. Jane's Addiction com um show muito bom, música e performance. Velhas Virgens fazendo o que sempre os vemos fazer mas que funciona muito, tem apelo. Muito bom show também. E Arctic Monkeys que dispensa comentários. Só quem esteve lá é que sabe. Voltaram ao Brasil 6 anos depois, melhores ainda. Mais interativos inclusive.
E do resto, que é história pra contar em mesa de boteco pra não esgotar o assunto aqui, falamos depois. Falar sobre os bastidores do domingo é acreditar que é preciso aproveitar toda a viagem, desde as dores e prazeres do caminho. Antes de beber a primeira do dia, conte sobre o último porre. Antes de contar a história do porre, certifique-se de que tem lembrança do mal-estar que a ressaca causou. Antes de sentir a ressaca, você deve sentir o mundo girar. Antes de ver o mundo girar, saboreie cada gole e cada movimento, desde o barulho do abrir da lata. Não foque apenas no destino, senão você não sente nada, nem o gosto da cerveja. Esse talvez seja o verdadeiro jeito de viajar. E me traz mais duas garrafas fechadas, garçom, que essas são pra viagem.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O asteroide de 2040

Parece nome de bebida. Asteroide 2040. Se você chegar na porta do Pirata, em Fortaleza, pedindo um Asteroide 2040, pode ser que botem gim, rum, vodca, guaraná em pó, curaçao blue, ovo de codorna, Pinho Sol e biotônico. A propaganda devia ser: "Tome e vire um rei você também". Porque o camarada pode ir pro trono e reinar absoluto, por longo tempo. Acaba o mundo pro cabra! Mas o asteroide de 2040 é mais uma das possibilidades de fim do planeta e não da flora intestinal. Especialistas afirmam que esse corpo do sistema solar está vindo pra cá. Que mundo cruel! Eu já pago o IR, aguento o Faustão, tenho unha encravada, fico matutando pra escrever no blog e agora mais essa!!!??? Vamos nos fortalecer na fé...Percebam nesse mundo cão, a fé que se tem: uns fé demais, outros fé de menos. Tem hora que fede mesmo, viu? Sim, o asteroide agora sem acento, que até 2040 já pode ter sido vítima de outra reforma ortográfica, vem aí para punir os incrédulos, os pecadores e quem ainda não recolheu a contribuição para a obra, seja ela qual for. - Hallellujah!!! - porque se é pra ser Universal, vamos falar em inglês que soa melhor. Soa melhor que as trombetas do apocalipse. Até 2040 talvez já tenhamos quatorze ou quinze apóstolos. Eu conhecia os Tiagos, André, Mateus, João Evangelista, Pedro...Com o Valdemiro, precisamos urgente de uma reforma da Bíblia. E vamos precisar de mais vinho também. Fim do mundo é outra coisa, minha gente, acreditem. Até 2040, perigas o Corinthians até já ter ganho uma Libertadores. Não seria o fim do mundo. Fim do mundo é outra coisa. Até 2040, o Niemeyer já desenhou a nova sede do governo federal, que será transferida pro Acre, pros caras embolsarem um adicional de atividades penosas, porque o Acre é longe pra dedéu, de tudo! Acho que até lá já virei senador, porque pelo que vi nos últimos dias, ser político é o bicho! Aposta 10 no macaco, aê! E aí eu te pergunto: ter um amigo bicheiro é o fim do mundo? I don't think so! Nem eu, nem quem tem que dar exemplo.
E o que é o fim do mundo então, se nem o futuro asteroide preocupa? Particularmente, acho que o mundo acaba todo dia, nossa vida vai passando todo dia. Meu mundo roda, roda, roda e quando eu bebo, roda mais ainda. E se eu apago, ele acaba junto com a minha consciência. Quem nunca bebeu como se o mundo fosse acabar? Quem nunca viu a comunidade do falecido Orkut: Queremos tsunami de cerveja ? Quem nunca viu o mundo se acabando no meio da ressaca? Quem nunca jogou um pouco fora pro santo, querendo estar bem na fita, se for o caso de ir pro céu daqui a pouco? O fato é que mesmo que a gente ache que ele vai acabar,  o mundo tá aí e nem asteroide pode nos manter longe do bar. Minha sede tem sido tanta, que meus amigos estão me chamando de Bartira. Tudo que eu ganho, o bar tira. Hahahahahaha. Acho que vou pedir mais uma cerveja. 2040 tá logo aí e eu não quero morrer com sede.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Vê se pode???

Vê se pode (1)? Acabo de pedir uma caipirinha e veio um picolé dentro. Isso tudo pra economizar na cachaça? Se eu quisesse sorvete tinha pedido uma sobremesa...Vê se pode (2)? Hoje, o Aldo Rebelo alegou agenda lotada pra não ir à audiência pública no Senado, no próximo dia 11. O Jerome Valcke, o secretário geral da Fifa - aquele que disse que o Brasil merecia um chute nos  glúteos - , vai estar nessa sessão que vai falar entre outros assuntos, sobre a  restrição e a fiscalização em cima da Lei Geral do "Copo". Sim, essa expressão que eu ouvi pela primeira vez da boca do Haisem Abaki, apresentador da rádio Estadão ESPN,  traduz exatamente a preocupação dos caras:         " beer or not beer? Eis a questão!" Prestei bem atenção porque além do trocadilho descer melhor que um Dreher, na hora em que o programa vai ao ar na rádio, eu nem tomei a primeira ainda. Eu que costumo frequentar estádios, sei que todo mundo bebe antes dos jogos e não é a cerveja vendida lá dentro que vai embebedar, causar confusão, tumulto, violência. O que causa confusão é você ter que comprar sua cerveja meio escondido, meio na encolha, porque mesmo sendo camuflado ( os vendedores tem medo do "rapa") todo mundo tem sede nos jogos. E a sede não acaba porque tem uma saúde de ferro! Mas a sede dos patrocinadores é muito maior, vamos ver quem vai derramar mais dinheiro na mão da Fifa, de quem vai votar a lei, de quem vai comandar a bagaça. Logo caem as restrições da lei geral do "Copo". Para a nooooossaaaa alegriiiaaaa! Tomou uma aquele moleque, não? Pois parece. Hahahahahahaha. Segurança, conforto do torcedor (que inclui organização de entrada e saída dos jogos, banheiros decentes, lugares marcados e com visibilidade) transporte público de qualidade, meia entrada etc, parece que ficam meio esquecidos. Esquecidos como uns e outros que já andaram se metendo em falcatrua aí. Um abraço pro Orlando Silva! Mas voltemos ao Aldo e sua recusa. Ele não vai ver o Valcke porque ficou dodóizinho pelo que o cara falou. E olha que o cara nem mentiu. Mas o Aldo Rebelo, meu povo e minha póva, foi ao aniversário do Paulo Maluf. O Maluf que não só mandou chutar  a bunda do Brasil, mas também era da turma que mandou chutar a cara do próprio Aldo na ditadura. Se muito, o Brasil era tri...
Vê se pode (3)? Hoje, também começaram as obras do monotrilho que vai ligar o Morumbi ao Aeroporto de Congonhas. Tem uma reclamação dos moradores da região sobre o tal monotrilho  e eu achei que era algo sobre o fato de ser um trem suspenso, o que desvalorizaria o bairro por poluir visualmente a região e aumentar a circulação de "gente diferenciada". Mas parece-me que uma torcida que manda seus jogos na região ali preferia algum projeto mais sugestivo. Algo que ligasse o Minhocão ao Rodoanel, por exemplo. Embora isso não fosse alterar o que eles têm na redondeza, if u know what I mean... Trocadalho do carilho! Hahahaha. Minhocão, que foi Maluf que fez.
Voltando ao assunto cerveja, que tirando toda a papagaiada que é dita aqui, é o que realmente permeia esse blog,  vamos fazer um apelo: "Libera. Porque Liber não dá!"


Em tempo: disse no post anterior que a música que fala da cachoeira era do Natiruts. Não, não é. É do Planta e Raiz. Oi??? Não gosto também. Mais detestável que esse reggae barato do tipo "ouviu dois, ouviu tudo" só o Demóstenes.

sexta-feira, 30 de março de 2012

E o que tava de ponta-cabeça virou de cabeça pra baixo.

"Com certeza, você já se banhou na queda de uma Cachoeira..." Era isso que tocava numa cervejada da FFLCH, uma noite dessas quando cheguei. Natiruts, banda de Brasília, grande cena musical brasileira. Capital da República, aquela ilha sobre a qual o Luís Inácio tinha dito algumas coisas via Paralamas. Brasília de novo. Nuns jornais do dia, já velhos, ( sim, eles chegam hoje e já se vão pelo chão esperando outras funções menos dignas e dignidade aqui permite a ressalva de que depende do jornal) vi umas manchetes que traziam umas coisas que poderiam me fazer esquecer da confusão que a seção de alunos fez com o papai aqui. Sou aluno, ainda, por uma informação desencontrada do departamento. Assunto pra outro post. O fato é que estava puto, azedo e assim nem boteco adoça, só faz esquecer. Amnésia alcoólica sem diploma. Mas as manchetes, sim... As notícias de capa traziam a história do senador com o jogo, o quebra-quebra das estações de trem em SP e a acusação contra o senhor reitor. Tava tudo ali, no jornal e à minha volta. Era o Natiruts, de Brasília, cantando Cachoeira e pensei: até tu, Senador? E eu que te tinha na mais alta conta, de verdade. Ainda que a Zélia Duncan ( primeira aparição foi em Brasília) só queira que alguém a "reggae", melhor não molhar mais ninguém nessa queda d'água. Molhou a mão antes pra ver se era fria, dançou. Eita água suja. Muda o nome do partido pra DEMO, radical do teu nome, senador!
No mesmo dia de manhã, quando vi o tamanho do quebra-quebra nas estações, a falta de paciência, o povo ensandecido nas imagens e a dificuldade em manter o controle pensei que ao invés de ter ouvido falar CPTM, tivesse ouvido a apresentadora do telejornal falar: - Isso é TPM! Hahahahaha. Confusão justa porque sei como é esse lance de hormônio. BTW, um beijo pra minha namorada e pra minha irmã ( ainda que isso me garanta uma noite de hospedagem no sofá e uma reclamação pra minha mãe sobre exposição de problemas familiares). Só no jornal pude ver que eram trens as máquinas em questão.
E no fim a acusação contra o senhor reitor. Ele que encheu o campus com "us homi", agora tem que tomar cuidado com o pessoal da lei.  Porque pau que bate em Zé Dino, bate em José Grandino. Ou não? Olho em tudo, povo. Não tô nem entrando no mérito dele ter culpa ou estar certo de trazer a polícia. Vamos conjugar o verbo "reitor", no tempo "preso do indiciativo": eu rodo, tu rodas, ele é o Rodas...
Olha só o Brasilzão dando uma virada de 360 graus, como dizem uns e outros. Tá tudo igual, indo pro mesmo lado. Numa bolacha porta-copos quero deixar uns recados. Nunca gostei do Natiruts, do Senador já. Evito o trem porque pararam de vender cerveja lá dentro.  E reitor é sempre reitor, vão pegar no pé mesmo - mas se tiver culpa que pague.
O meu copo, quase vazio, agora repousa na bolacha anotada. Cabeça e fígado cheios, não repousam nunca.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Um fio de cabelo na cabeça é pouco, na sopa é muito.

Traz mais uma, seu garçom, que eu vou contar umas aqui. Hoje eu li a notícia de que o Corinthians pretende colocar uma estátua gigante de São Jorge no Itaquerão. Tomara que não tenha participação da torcida uniformizada. Já pensaram? - cheio de torcedor dentro, todo mundo louco pra aparecer de sopetão, saltando de dentro do monumento pra brigar com os rivais, mano. O São Jorge de Itaquera, a nova versão do Cavalo de Troia. Já pensaram se a moda pega? Em Taubaté, poderia ser uma mulher grávida, cheia de torcedor dentro. A super-grávida-torcedora de Taubaté. E não carregaria quadrigêmeos, carregaria uma quadrilha. No RJ, caberia a torcida do Flamengo na Mulher X-Tudão. Vai Lacraia! Hahahahahaha. Melhor não darmos ideia.
Ainda nos campos do esporte "beretão", como diria Alberto Roberto, na segunda-feira estreou a nova novela das 21h. Um dos personagens joga no Rubro-negro da Gávea e se chama Tufão. Eu só vi ontem. Trata-se do Murilo Benício e ele está parecendo os últimos atacantes "de peso" do futebol brasileiro. Vou mandar uma carta pro autor da novela pedindo pra mudar o nome dele pra "Trufão". Tá redondo ( parecendo o chocolate mesmo), barrigudo, centroavante, artilheiro, pegando a periguete, vai tomar um golpe. Caso role a mudança de nome, ele só precisa tomar cuidado, pois a Páscoa se aproxima e podem querer comê-lo.  Lembra algum outro atacante,  que pensou que se tratava de três damas de ouro e quando chegou no motel viu que era um trio de reis de espada??? Truco, coelho!!! - digo, pato!!!! E nem me lembro se era Páscoa...Vai, Benício! - diria o fanático mais noveleiro.
E me dei conta de uma outra coisa também: tem uma "celebrity" conhecida minha que foi mãe por esses dias, pôs no filho o nome de um conceituado restaurante, caríssimo. Será que ela teve esse "insight" porque muita, mas muita gente mesmo já comeu ali? Tu-dum-tchiiii!!! Talvez seja coincidência. Talvez não. De repente, ligou uma coisa na outra. Abriram o negócio, quem comeu gostou, fez sucesso, custa caro, cheios de não-me-toque. Vai saber...
Vê mais uma, garçom! Aquela trincando, que você tá guardando pra tomar no fim do expediente.
Não direi que sim, nem que não,  muito pelo contrário. Importante é não ter certeza. Pra dar assunto. A certeza pode ser tão chata, principalmente se acabar com o bate-papo do boteco. Tudo é relativo, people, porque se fosse "Absolut" a gente tomava, sem medo de ressaca.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Meu nome é Carlones, estou escrevendo há um dia nesse espaço. Só por hoje...

Hoje é o primeiro dia desse blog, apesar desse perfil já possuir um bom tempo. E nesse fatídico dia, dia em que se foi Millôr Fernandes, começo a colocar algumas ideias aqui. Muito pouco se aproveitará, como você que vai acompanhar poderá conferir, mas vale a tentativa. Apesar desse primeiro título, não se trata de um blog de auto-ajuda. Está mais pra auto-bullying mesmo e que se cuide quem der motivo pois a esculhambação é garantida.
Um apanhado geral do que me tem interessado e feito diferença por esses dias: Papa em Cuba, Rubinho na Indy, as mortes do Millôr e do Chico e a final do BBB.

Como já disse o Otto: "Se Cuba não vai ao Papa, é o Papa quem vai a Cuba". A Igreja quer Cuba mas não lança nenhuma tentativa de aproximação? A família Castro está boazinha. Pode deixar que Cuba lança. De mais a mais, não se faz Cuba com vinho. A transubstanciação não gera rum, garçom? E apesar de acreditar em Deus, às vezes eu acho que o Papa bebe. O carro é blindado e Vossa Santidade abaixa o vidro? Com medo de assalto, Fidel já pôs as barbas de molho. O blog se chama Saideira mas saiamos do assunto etílico.
Vamos falar do Rubinho Barrichello na Indy. Ainda bem que tiramos a cachaça da jogada porque mesmo sem beber, se ele for parado na blitz da Lei Seca, é capaz do policial querer tomar a habilitação dele só de raiva. Seco é o braço dele, duro. Vai dirigir mal assim na Ásia. Ele vai lançar a Fórmula "Índia". Vai dirigir em Bombaim e Nova Délhi pra ver se aprende algo naquele trânsito caótico. Também já bolou as regras: deixa elefantes, carroças-táxi, bicicletas e afins largarem na frente. Vai montado num carro-de-vaca. Tenta assim evitar que batam nele. Sagrado, sacumé, né?
Chico e Millôr, gênios. Sem piadas. Só agradecimentos. E a certeza de que o céu ficou melhor. Mais engraçado, mais inteligente.
E a final do BBB é aquilo: cri, cri, cri....
Espero estar sempre por aqui. E que esse espaço - quase mesa de bar - nunca traga as últimas, mas as mais recentes. Como devem ser as saideiras...