Vê se pode (1)? Acabo de pedir uma caipirinha e veio um picolé dentro. Isso tudo pra economizar na cachaça? Se eu quisesse sorvete tinha pedido uma sobremesa...Vê se pode (2)? Hoje, o Aldo Rebelo alegou agenda lotada pra não ir à audiência pública no Senado, no próximo dia 11. O Jerome Valcke, o secretário geral da Fifa - aquele que disse que o Brasil merecia um chute nos glúteos - , vai estar nessa sessão que vai falar entre outros assuntos, sobre a restrição e a fiscalização em cima da Lei Geral do "Copo". Sim, essa expressão que eu ouvi pela primeira vez da boca do Haisem Abaki, apresentador da rádio Estadão ESPN, traduz exatamente a preocupação dos caras: " beer or not beer? Eis a questão!" Prestei bem atenção porque além do trocadilho descer melhor que um Dreher, na hora em que o programa vai ao ar na rádio, eu nem tomei a primeira ainda. Eu que costumo frequentar estádios, sei que todo mundo bebe antes dos jogos e não é a cerveja vendida lá dentro que vai embebedar, causar confusão, tumulto, violência. O que causa confusão é você ter que comprar sua cerveja meio escondido, meio na encolha, porque mesmo sendo camuflado ( os vendedores tem medo do "rapa") todo mundo tem sede nos jogos. E a sede não acaba porque tem uma saúde de ferro! Mas a sede dos patrocinadores é muito maior, vamos ver quem vai derramar mais dinheiro na mão da Fifa, de quem vai votar a lei, de quem vai comandar a bagaça. Logo caem as restrições da lei geral do "Copo". Para a nooooossaaaa alegriiiaaaa! Tomou uma aquele moleque, não? Pois parece. Hahahahahahaha. Segurança, conforto do torcedor (que inclui organização de entrada e saída dos jogos, banheiros decentes, lugares marcados e com visibilidade) transporte público de qualidade, meia entrada etc, parece que ficam meio esquecidos. Esquecidos como uns e outros que já andaram se metendo em falcatrua aí. Um abraço pro Orlando Silva! Mas voltemos ao Aldo e sua recusa. Ele não vai ver o Valcke porque ficou dodóizinho pelo que o cara falou. E olha que o cara nem mentiu. Mas o Aldo Rebelo, meu povo e minha póva, foi ao aniversário do Paulo Maluf. O Maluf que não só mandou chutar a bunda do Brasil, mas também era da turma que mandou chutar a cara do próprio Aldo na ditadura. Se muito, o Brasil era tri...
Vê se pode (3)? Hoje, também começaram as obras do monotrilho que vai ligar o Morumbi ao Aeroporto de Congonhas. Tem uma reclamação dos moradores da região sobre o tal monotrilho e eu achei que era algo sobre o fato de ser um trem suspenso, o que desvalorizaria o bairro por poluir visualmente a região e aumentar a circulação de "gente diferenciada". Mas parece-me que uma torcida que manda seus jogos na região ali preferia algum projeto mais sugestivo. Algo que ligasse o Minhocão ao Rodoanel, por exemplo. Embora isso não fosse alterar o que eles têm na redondeza, if u know what I mean... Trocadalho do carilho! Hahahaha. Minhocão, que foi Maluf que fez.
Voltando ao assunto cerveja, que tirando toda a papagaiada que é dita aqui, é o que realmente permeia esse blog, vamos fazer um apelo: "Libera. Porque Liber não dá!"
Em tempo: disse no post anterior que a música que fala da cachoeira era do Natiruts. Não, não é. É do Planta e Raiz. Oi??? Não gosto também. Mais detestável que esse reggae barato do tipo "ouviu dois, ouviu tudo" só o Demóstenes.
Ando pensando, para remeter a um comentário de um post anterior, se não era o caso de tratar sobre 'A Lei Geral do Cóccix'. Porque até para o futebunda sugerido pelo Valcke deve haver um punhado de regras. A proibição do dedo no olho seria uma mão na roda, você não acha?
ResponderExcluirPrefiro não opinar, Bruno. Porque o assunto é polêmico, pode expor um racha e de mais a mais, se algo for introduzido aí, podem dizer que tem dedo meu na história. Mas se sinta a vontade para comentar qualquer assunto. Pauta livre pra você.
ExcluirO que me impressiona nas questões da Copa não são questões do dinherama público que está e será gasto e nem a liberação ou não da bebida nas estádios, que com certeza ocorrerá, mas a constatação de que eramos um país do futebol sem estádios e agora somos uma nação com estádios e sem futebol (Alo Mano!!). Anos de Ricardo Teixeira no comando da CBF e de jornalistas alinhados com títulos e puxa-saquismo mas nunca com indagações pertinentes sobre nossos desmoronantes estádios e campeonatos chifrim foram os culpados. Viva a Copa 2014 e o "novo" futebol brasileiro! Abraços!
ResponderExcluirO novo futebol brasileiro não existe, Marco. O esporte "beretão" que consagrou Alberto Roberto parou no tempo. Ganhávamos no improviso, no talento. Depois que a europeuzada se organizou e que nasceu um gênio na Argentina, estamos fadados ao fracasso em 2014. Ganhar e perder fazem parte do jogo. Construir estádios em qualquer lugar, a toque de caixa, por preços elevadíssimos e com evasão de divisas não faz. O que também não faz parte do jogo é vetarem nossa cervejinha. Abraço.
ResponderExcluirMeu amigo Carlão, não vou escrever sobre todos os assunto de seu post, vou escrever apenas sobre o mais importante, que é a capirinha com picolé.
ResponderExcluirÉ uma sacanagem colocar picolé na caipirinha. Uma vez pedi uma caipirinha e veio assim, queria devolver mas o garçom falou que era assim mesmo, um absurdo!
Cara, isso é uma sacanagem. É querer ser avarento com cachaça. Se eu quisesse sobremesa, eu tinha olhado outra página do cardápio. Se não tem cachaça, que sirvam cerveja! #MariaAntonietamodeon
ResponderExcluirSerá que desta vez vai? Tô testando postar faz tempo, mas não consigo....Deixa eu testar primeiro....
ResponderExcluirBom, filhinho, seguinte: Segui aquela sua orientação para ir ao estádio ver SPFC X Mogi. Só faltou "mugir", pq fiquei como gado, mais de duas horas na fila, pra não entrar e terminar abatido pelo cansaço e frustração. Me explico, antes de mais nada, como Corinthiano, para evitar qualquer malversação: Fui levar uma família de São-paulinos pra ver o bendito jogo. Coisa social, solidariedade, voluntariado, que seja. O fato é que fui levar a Katia, o Rafa e o Gabi pra ver o jogo em Barueri e, pra minha surpresa, aquilo parecia a sucursal do inferno.
ResponderExcluirUma fila colossal pra comprar o ingresso. O mais absurdo era que, enquanto eu e os três permanecíamos imobilizados, com o tempo se esgotando para o início do jogo, a fila continuava crescendo e crescendo. Ninguém pra orientar nada. Nenhum funcionário da FIFA, da CBF, da FPF, do INSS, da PF, do TJSP, do diabo lá! E depois de muito tempo surgem uns "orientadores", mais perdidos que cachoro caído de mudança, explicando que a fila estava daquele jeito pois estavam "experimentando" a venda de ingressos com cadeiras numeradas. Ora! Vão testar a Avó!! Nenhum aviso, nenhuma orientação, nenhuma informação anterior foi fornecida!
Mais tarde, no Sujinho, joelho desinchado, barriga não, bem ao contrário, pude ver o "vidjoteipe" da partida. Vê se pode (1): Grandes espaços vazios nas arquibancadas, pq o recheio ficou de fora. Para um jogo que, em tese, não valia muita coisa, foi um tremendo de um estrago na paciência de quem queria só ver um futebolzinho. Vê se pode (2): Nada na imprensa. Nenhuma nota sobre o fato de que 70% daqueles que se abalaram desde sabe lá Deus onde até Barueri, sequer entraram no estádio. Vê se pode (3): Na segunda, no almoço, cruzei com o amigo garçon, do quilo em que almoço aqui no Centro, que encontrei naquela fila, me perguntando: - e aí, Dr? Conseguiu entrar? Diante da minha negativa ele emendou: - Encontrei dois "tiozinhos" que compraram três ingressos pra aposentado. Sobrou um, me deram, eu entrei, rapidinho!
Conclusão: Espero ter mais de 65 anos em 2014.
Tem que gostar muito...De tudo e de todos. É parecido com a saga que descrevi no último post, acerca dos bares e casas noturnas e do nosso permanente exercício de fé, em troca de diversão. Muitas vezes, muitos fazem quase tudo por sexo, drogas e diversão, como quase diriam os Titãs do Iê-iê.
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