segunda-feira, 9 de abril de 2012

Saí para almoçar com o sogro e parei no Lollapalooza

Domingo de Páscoa, lá fui eu para a Zona Sul conhecer o Chuletão. Como quem já conhecia a área falava muito bem a respeito, era difícil que algo desse errado. E realmente não deu. Apesar do nome ser expressão que já caiu em "boca de Matilde", não se trata de nenhuma parte da anatomia humana, como já quiseram gozar uns e outros. O Chuletão é um restaurante que serve umas costelas de porco muito, muito campeãs. A casa, que é administrada por corinthianos, servia de muito bom grado, no meio da tarde, as costelas de Barcos, Valdivia e Daniel Carvalho, em homenagem aos gols do Guarani de Campinas contra o Guarani da Pompeia. Sogro, namorada do sogro, mãe do sogro, irmã do sogro, eu e minha doce companheira, todos degustando aquele almoço, sem coelho, só porco, sem chocolate, só Brahma Black, o que talvez fizesse dele ainda melhor.  Que coelho e chocolate que nada! Que me desculpem os fanáticos pelo lado capitalista da Páscoa mas bom mesmo, em qualquer dia, independente do feriado santo, é comer porco e tomar chope. E num segundo, entre costela e outra, bem no meio ali onde tem a carninha - manja? - torpedo no meu telefone. A mensagem que se seguia, dizia: /Tenho dois ingressos pro Lollapalooza. Não vou. Você, você, você, você, você quer?/ Matei o chope escuro e retornei dizendo: Onde é que eu pego a bagaça???
Atravessar da avenida Washington Luis até Alphaville nunca foi tão prazeroso, tão rápido, tão empolgante. Obrigado, Keli. Grande presente de Páscoa para mim e minha senhoura. Ingressos nas mãos por volta das 17h, tínhamos outro adversário. A chuva que caía em Barueri, Osasco e região nos deixou sem visão em plena Castello Branco. Toda a água do mundo mais o gelo que São Pedro usa em seus drinques ( não alcoólicos, diga-se de passagem) caíam sobre a região. Foi meio duro pra dar aquela passada em casa pra trocar de roupa e pegar a capa de chuva. A ansiedade pra chegar no Jockey era grande. A chuva deu uma trégua e a vontade de ver e ouvir Arctic Monkeys e Jane's Addiction parece ter nos teletransportado até lá. Não me lembro de ter caminhado do Butantã até o local do show, pela Lineu. Em dia de show traveco trabalha? Afastai de mim, São Ronaldo! Hahahahahaha. Muita gente chegando em cima da hora pra ver as principais bandas do dia. Exatamente como nós. Vimos muita gente bêbada, muita gente careta, muita gente empolgada, muita gente emburrada, muita gente com capa, muita gente ensopada, muita gente bonita, muita gente apenas embelezada pelo aditivo de cevada, como em todo show grande. O que não lembrava em nada os outros festivais era a estrutura para o público. Já passei por toda sorte em matéria de banheiro químico, inclusive quando eles são poucos, já passei fome, já perdi tempo de beber por ter que ficar em fila (essa última acho a pior de todas...rs). Dessa vez tudo era bem organizado, banheiros razoavelmente limpos mesmo por volta das 20h, muitos caixas, muitos bares, tótens dando a programação detalhada e muito espaço. O Jockey é muito grande. Prefiro andar feito um cavalo de um palco a outro a ficar enlatado em multidão, limitado pelo cabresto do pouco espaço.  O fato, bebês, já que ontem foi dia de rock, é que lá estávamos pra aproveitar o presentaço de última hora. 10 chopes Heineken de 400 ml, muitas idas ao banheiro porque nenhuma bexiga é de ferro, corpo a salvo da chuva que ia e voltava mas alma lavada. Jane's Addiction com um show muito bom, música e performance. Velhas Virgens fazendo o que sempre os vemos fazer mas que funciona muito, tem apelo. Muito bom show também. E Arctic Monkeys que dispensa comentários. Só quem esteve lá é que sabe. Voltaram ao Brasil 6 anos depois, melhores ainda. Mais interativos inclusive.
E do resto, que é história pra contar em mesa de boteco pra não esgotar o assunto aqui, falamos depois. Falar sobre os bastidores do domingo é acreditar que é preciso aproveitar toda a viagem, desde as dores e prazeres do caminho. Antes de beber a primeira do dia, conte sobre o último porre. Antes de contar a história do porre, certifique-se de que tem lembrança do mal-estar que a ressaca causou. Antes de sentir a ressaca, você deve sentir o mundo girar. Antes de ver o mundo girar, saboreie cada gole e cada movimento, desde o barulho do abrir da lata. Não foque apenas no destino, senão você não sente nada, nem o gosto da cerveja. Esse talvez seja o verdadeiro jeito de viajar. E me traz mais duas garrafas fechadas, garçom, que essas são pra viagem.

4 comentários:

  1. Nossa meu coração doi de pensar que eu não fui no Lollapalooza viu Ju

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  2. Caraca! Presentão mesmo! E onde fica esse tal de Chuletão?

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  3. Sandrão, fica na zona sul, travessa da avenida Santa Catarina. Costelinha de porco e arroz de brócolis campeões. Fora o Brahma Black...

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